A atuação do árbitro Hélder Carvalho no duelo de segunda-feira à noite no Estádio da Luz destacou-se por um bom desempenho no plano técnico, num encontro que registou 26 faltas assinaladas e uma percentagem positiva de 62% de tempo útil de jogo.
No entanto, a gestão do critério disciplinar acabou por ficar aquém do exigido, com o juiz da partida a exibir apenas um cartão amarelo ao longo dos 90 minutos, pecando pela escassez de avisos em momentos de maior dureza acumulada.
No plano das áreas e das decisões técnicas mais exigentes, a arbitragem esteve globalmente bem na avaliação dos contactos na grande área do Estoril Praia. Ao minuto 13, no seguimento de um pontapé de canto a favor do Benfica, registou-se um contacto entre Xeka e Leandro Barreiro.
O lance tratou-se de um choque normal e involuntário entre dois intervenientes com os olhos focados na trajetória da bola, tendo o árbitro decidido corretamente pela legalidade da jogada e pela não marcação de qualquer grande penalidade.
Já perto do final do encontro, ao minuto 77, gerou-se novo momento de protestos na grande área da formação visitante durante a execução de uma bola parada. Na marcação homem a homem, Ismael Sierra colocou as mãos sobre os ombros de Leandro Barreiro, momento em que o médio luxemburguês optou por se deixar cair com algum aparato.
O árbitro interpretou o encosto como insuficiente para desequilibrar o atleta encarnado de forma ilícita, decidindo acertadamente mandar prosseguir a partida sem assinalar castigo máximo.
