Município do distrito de Castelo Branco segue recomendações da Proteção Civil e adia eventos programados; Estado de Calamidade vigora até domingo com balanço de 16 vítimas mortais no país.
IDANHA-A-NOVA – A Câmara Municipal de Idanha-a-Nova anunciou a suspensão e o adiamento de todas as atividades festivas agendadas para os próximos dias. A decisão surge como resposta direta ao Estado de Calamidade decretado pelo Governo português, após a passagem sucessiva das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que deixaram um rastro de destruição e luto em todo o território nacional.
Segurança em primeiro lugar
Em comunicado oficial publicado nas redes sociais, a autarquia justificou a medida como um cumprimento estrito das normas de segurança e proteção civil. Embora o Carnaval seja uma data de elevada importância cultural para a comunidade local, o executivo municipal sublinhou que a prioridade absoluta, neste momento, é a salvaguarda de pessoas e bens.
Quanto às coletividades locais, o município adotou uma postura de aconselhamento:
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Associações: Foram instruídas a adotar medidas rigorosas de prevenção.
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Autonomia: A decisão final sobre a realização de convívios privados cabe às direções de cada entidade, sob o aviso de “máxima cautela”.
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Prazo: As recomendações estendem-se, especificamente, até ao próximo dia 15 de fevereiro (domingo).
O balanço trágico do temporal
A gravidade da situação é espelhada nos números. Até ao momento, confirmam-se 16 vítimas mortais em Portugal. A vítima mais recente, um homem de 72 anos natural de Pombal, faleceu no passado dia 10 de fevereiro nos Hospitais da Universidade de Coimbra, após sofrer uma queda enquanto tentava reparar danos causados pelo temporal.
Além das perdas humanas, o país enfrenta prejuízos materiais avassaladores, incluindo:
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Destruição de habitações, empresas e infraestruturas públicas;
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Cortes persistentes de energia, água e comunicações;
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Inundações severas e isolamento de populações devido ao fecho de estradas.
Resposta Governamental
O Governo já prolongou o Estado de Calamidade para 68 concelhos — com especial incidência nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo. Para fazer face à reconstrução, foi anunciado um pacote de apoio financeiro que pode chegar aos 2,5 mil milhões de euros.