Apesar do triunfo do líder do Chega no círculo da Diáspora, António José Seguro foi eleito Presidente da República com uma maioria esmagadora de 67%.
O apuramento final dos votos provenientes dos 107 consulados confirmou uma vitória tangencial de André Ventura no círculo da emigração. Segundo os dados do Ministério da Administração Interna (MAI), o líder do Chega obteve 50,81% dos votos dos emigrantes, contra os 49,19% de António José Seguro.
O Fenómeno da Abstenção e a Divisão Geográfica
O escrutínio da segunda volta revelou uma mobilização inédita nas comunidades portuguesas. O número de votantes subiu para os 85.857, representando uma ligeira descida na abstenção face à primeira volta.
Contudo, a vitória de Ventura na diáspora não foi uniforme:
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Domínio na América: Foi aqui que Ventura construiu a sua vantagem, com 59,58% dos votos.
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Resistência de Seguro: O Presidente eleito venceu nos restantes círculos geográficos: Europa, África, Ásia e Oceânia.
Um Mandato com Legitimidade Reforçada
Apesar do desaire pontual no estrangeiro, o panorama nacional dita uma vitória clara para António José Seguro. Com cerca de 3,48 milhões de votos (aproximadamente 67%), Seguro garantiu a eleição direta para a sucessão em Belém, deixando André Ventura com pouco mais de 1,7 milhões de votos (33%).
O crescimento do eleitorado na diáspora também foi notável, com o número de recenseados a atingir os 1,77 milhões, um aumento significativo face às legislativas de 2025 e às presidenciais de 2021.
Calendário Político
Com o apuramento quase concluído — restando apenas 20 freguesias por contabilizar — o foco vira-se agora para a cerimónia oficial. A tomada de posse de António José Seguro como o novo Chefe de Estado português está agendada para o próximo dia 9 de março.
Resumo dos Resultados (Círculo da Emigração)
| Candidato | Votos Absolutos | Percentagem | Vitórias Regionais |
| André Ventura | 42.788 | 50,81% | América |
| António José Seguro | 41.422 | 49,19% | Europa, África, Ásia e Oceânia |