A esposa de André Ventura abandonou o estilo conservador que gerou polémica na primeira volta das presidenciais, surgindo com um visual renovado na noite eleitoral.
A discrição de Dina Nunes tem sido, nos últimos dez anos, a sua marca de água. No entanto, a exposição mediática inerente à corrida presidencial de André Ventura — que culminou na vitória de António José Seguro na segunda volta — colocou a companheira do líder do Chega sob um escrutínio sem precedentes.
A Resposta à Polémica do “Estilo Anos 50”
Após a primeira volta, as redes sociais inundaram-se de comentários depreciativos sobre a indumentária de Dina Nunes. O uso de uma gola de renda, comparada por muitos a um “naperon de avó”, e a sua postura considerada excessivamente clássica, tornaram-se virais pelos motivos errados.
Desta vez, a estratégia de imagem parece ter sofrido uma correção de rumo imediata:
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Cabelo: A habitual bandolete, acessório recorrente, foi substituída por um cabelo solto com ondas naturais.
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Peça Central: Um casaco em tweed azul-céu com botões dourados, remetendo para uma estética mais contemporânea e executiva.
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Corte Moderno: A escolha de calças wide leg (pata de elefante) em azul escuro, conferindo uma silhueta mais atual e fluida.
O Único “Faux Pas”
Apesar da evolução positiva assinalada pelos especialistas de moda, o visual não foi isento de reparos. A escolha de uns stilettos em tom castanho-mel foi apontada como o único ponto destoante de uma paleta de cores que se pretendia harmoniosa entre os vários tons de azul e o branco da t-shirt básica.
Esta mudança de visual é lida por muitos analistas não apenas como uma escolha pessoal, mas como uma tentativa de suavizar a imagem pública que rodeia a liderança do Chega, adaptando-se a uma estética mais transversal e menos datada.