O técnico encarnado lamentou a falta de eficácia na vitória tangencial sobre o Alverca (2-1), mas sublinha a importância dos três pontos para manter a pressão no topo. Sobre o FC Porto-Sporting de amanhã, o tom é de serenidade: «Vou estar tranquilamente a ver o jogo».
O Benfica cumpriu o serviço na Luz, mas não sem antes pregar um susto aos adeptos e ao próprio treinador. Na receção ao Alverca, em jogo da 21.ª jornada da Liga, as “águias” venceram por 2-1, num duelo marcado por um domínio avassalador que tardou em traduzir-se no marcador. No final, José Mourinho oscilou entre o alívio da vitória e a frustração pela mira desafinada dos seus avançados.
O “Fator Anísio” e o pesadelo da eficácia
Pela enésima vez esta temporada, Anísio Cabral saltou do banco para vestir a pele de herói. O jovem talento selou o triunfo, mas Mourinho admite que o brilho do miúdo não apaga a ansiedade de quem vê a equipa desperdiçar oportunidades em série.
“Vou dormir mal outra vez a pensar como é que é possível criar tanto e ter tantas dificuldades em fazer golos”, confessou o técnico à BTV. “Jogamos bem, criamos muito e marcamos pouco. É repetitivo.”
Ajuste de rota na segunda parte
Mourinho não escondeu que a primeira parte ficou aquém das expectativas, apontando o excesso de passes longos contra um Alverca que se apresentou com uma “muralha” de cinco defesas. A correção veio no balneário: mais jogo interior e uma pressão sufocante na perda de bola.
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A análise: “Na segunda parte fomos muito fortes, praticamente não deixámos o Alverca sair.”
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A crítica: O treinador deixou ainda um reparo à equipa de arbitragem, embora cauteloso por não ter revisto as imagens: “Fiquei com a sensação de que o árbitro também nos criou problemas.”
De olhos postos no Dragão
Com os três pontos no bolso, o Benfica vira agora as atenções para o confronto entre FC Porto e Sporting. A postura de Mourinho é pragmática: o objetivo é o primeiro lugar enquanto a matemática o permitir e, para isso, um deslize do líder amanhã seria o cenário ideal.
«Como ganhámos, vou estar tranquilamente a ver o jogo. Se não tivesse ganho, acho que nem o jogo iria ver», atirou o técnico, passando a pressão para os rivais que, nas suas palavras, agora “têm de se desenrascar”.