A TVI decidiu apostar as fichas todas no seu apresentador mais resiliente. Num movimento que está a ser lido como uma “operação de salvamento” das audiências de sábado à noite, Manuel Luís Goucha foi o escolhido por José Eduardo Moniz para travar a hegemonia da concorrência e dar novo fôlego ao horário nobre.
O Fim da “Maldição” dos Sábados?
Após as passagens discretas de formatos como Congela, Star Park e Ora Bolas — que não conseguiram o impacto esperado junto dos telespectadores — a estação de Queluz de Baixo abandona as experiências e regressa à fórmula do rosto de confiança. A estratégia é clara: usar a empatia e o prestígio de Goucha para estancar a perda de público e oferecer um produto de entretenimento familiar sólido.
Os Desafios do Novo Formato
Embora os detalhes sejam mantidos sob sigilo, a produção corre contra o tempo para a estreia em março. Os principais desafios desta nova aposta são:
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Identidade Própria: O programa tem a missão de ser inovador o suficiente para não ser confundido com o Funtástico.
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Público Transversal: O objetivo é captar desde os mais jovens aos seniores, unindo a família em frente ao ecrã.
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Resistência Física: Goucha passará a ter uma carga horária sem precedentes, acumulando as tardes de domingo com as noites de sábado.
“Esta decisão reforça o estatuto de Manuel Luís Goucha como o ‘eterno capitão’ da TVI, sendo chamado para as missões mais exigentes da grelha de programação.”
Com esta mudança, os fins de semana da TVI passam a ter um rosto único. Se esta “Goucha-dependência” será suficiente para bater a concorrência e reverter os números dos últimos meses, é a pergunta que domina agora os corredores da televisão em Portugal.