José Valter Canastreiro é a 14.ª vítima mortal da vaga de tempestades que atinge o país. Presidente da República já reagiu, destacando o “exemplo de abnegação” do operacional.
Uma patrulha de rotina terminou em tragédia este sábado, em Campo Maior. José Valter Canastreiro, que acumulava as funções de bombeiro voluntário e militar da Guarda Nacional Republicana (GNR), perdeu a vida enquanto realizava trabalhos de “patrulhamento, reconhecimento e vigilância” na Estrada Nacional 373.
O Incidente
Segundo confirmou a Proteção Civil, o operacional encontrava-se numa zona de confluência com o rio Caia quando ocorreu o incidente fatal. Este falecimento eleva para 14 o número de vítimas mortais associadas ao severo “comboio” de tempestades que tem fustigado Portugal Continental nos últimos dias, agravando o balanço de danos humanos e materiais no território.
Homenagem do Comandante Supremo
Numa nota oficial publicada no portal da Presidência, Marcelo Rebelo de Sousa lamentou profundamente a perda, sublinhando o perfil de serviço do operacional:
“José Valter Canastreiro é um exemplo de abnegação e dedicação à causa pública, cuja vida e percurso profissional ficam marcados pela sua solidariedade e serviço ao próximo.”
O Chefe de Estado endereçou ainda condolências institucionais e pessoais:
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À família e amigos próximos.
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Ao Corpo de Bombeiros Voluntários de Campo Maior.
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À Guarda Nacional Republicana (GNR).
Contexto de Alerta
A região de Campo Maior tem sido fustigada pela subida dos caudais e pela instabilidade meteorológica, tornando as operações de vigilância — como a que Canastreiro desempenhava — cruciais para a segurança das populações locais. O falecimento deste operacional está a gerar uma onda de consternação nas redes sociais e entre as forças de segurança e socorro, que vêem nele o rosto do sacrifício em tempo de crise climática.