O presidente do FC Porto, André Villas-Boas, reagiu com ironia e criticismo à nomeação de Luís Godinho para o Clássico frente ao Sporting. À margem da exposição do troféu original do Mundial, no Estádio do Dragão, o líder portista sublinhou que os números do juiz de Évora em jogos dos “dragões” falam por si.
O peso das estatísticas
Sem entrar em ataques diretos, Villas-Boas optou por uma análise baseada no registo histórico do árbitro. “O que posso fazer é apenas registar as estatísticas que Luís Godinho tem com o FC Porto. São evidentes para toda a gente”, afirmou, deixando implícita a insatisfação com o retrospeto do juiz nos encontros do clube.
Ainda assim, o dirigente não poupou elogios sarcásticos a exibições recentes, destacando o jogo frente ao Tondela como um exemplo de “justo reconhecimento”. Em contraste, recordou partidas menos felizes onde o próprio Conselho de Arbitragem (CA) teve de intervir:
“O outro [jogo] ficou marcado por alguns lances de más decisões, em que o Conselho de Arbitragem teve de recriminar o árbitro.”
Ruptura com o Conselho de Arbitragem
A nomeação de Luís Godinho serviu também para Villas-Boas reforçar a posição de força do FC Porto perante as instâncias de arbitragem. O presidente lembrou que a escolha foi da inteira responsabilidade do CA, órgão no qual os “azuis e brancos” já declararam publicamente não confiar.
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Posição do Clube: “Já tomámos uma posição muito evidente em relação ao Conselho de Arbitragem e à falta de fé que temos nele”, reiterou.
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Clima de Tranquilidade: Apesar das críticas à estrutura, Villas-Boas considerou positivo o atual silêncio institucional, referindo que o fim das intervenções públicas permitiu aos árbitros exercerem as suas funções sem o “ruído” que, na sua visão, estava a ser alimentado pelo próprio CD.
Com o Clássico à porta, as palavras do presidente portista lançam o mote para um jogo de alta pressão, onde cada decisão de Luís Godinho será analisada sob o microscópio do histórico que Villas-Boas fez questão de recordar.