Após uma breve trégua, a chuva intensa regressa esta quarta-feira. O Minho e o Douro Litoral são as zonas mais críticas, com acumulados que podem superar os 100 mm numa semana em que os solos já se encontram saturados.
PORTO – O alívio térmico e o sol do início desta semana têm os dias contados. Portugal Continental prepara-se para enfrentar uma nova frente atlântica já a partir desta quarta-feira, 18 de fevereiro, que promete reativar o cenário de instabilidade que tem fustigado o país desde meados de janeiro.
De acordo com os modelos meteorológicos do portal Meteored, a nova depressão deverá entrar pelo Noroeste peninsular, atingindo com particular severidade as regiões do Minho e o litoral Norte. O cenário é de especial preocupação para as autoridades devido à saturação extrema dos solos, resultante do “comboio de tempestades” das últimas semanas, o que eleva o risco de cheias rápidas e deslizamentos de terra.
Os pontos mais críticos
A precipitação será persistente e, nalguns casos, torrencial. As previsões apontam para:
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Peneda-Gerês e Vila Real: Acumulados superiores a 30 mm em apenas 24 horas.
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Extremo Noroeste: Valores que podem ultrapassar os 100 mm no total semanal.
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Bacias Hidrográficas: Rios das regiões Norte e Centro apresentam caudais elevados, exigindo monitorização constante.
Divisão geográfica: O “muro” de Montejunto-Estrela
Enquanto o Norte e o Centro enfrentam o regresso da chuva, o sul do país viverá uma realidade distinta. O sistema montanhoso Montejunto-Estrela servirá de barreira natural, permitindo que o Alentejo e o Algarve continuem sob a influência do Anticiclone dos Açores. Nestas regiões, o céu permanecerá pouco nublado e o impacto da frente será residual.
“A saturação dos solos é o fator de maior risco. Mesmo que a pluviosidade não seja histórica em volume, a capacidade de absorção da terra é quase nula neste momento”, alertam especialistas.
Trégua à vista na sexta-feira
Para quem espera pelo regresso do tempo seco, as notícias são animadoras a curto prazo. Após a passagem desta frente, os modelos indicam um reforço do anticiclone já a partir de sexta-feira, o que deverá garantir um final de semana com tempo mais estável em todo o território nacional.
Até lá, as recomendações das autoridades passam pela vigilância das bacias hidrográficas e pela consulta regular das atualizações do IPMA e da Proteção Civil.