Um bombeiro de 46 anos perdeu a vida este sábado em Campo Maior, durante uma missão de patrulhamento. O Governo já prolongou o estado de calamidade em 68 concelhos até meados de fevereiro.
O Incidente
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) confirmou, este sábado, a morte de José Válter Canastreiro, de 46 anos. O operacional, que pertencia ao corpo de Bombeiros Voluntários de Campo Maior e era também militar da Guarda Nacional Republicana (GNR), encontrava-se em funções de “patrulhamento, reconhecimento e vigilância” na Estrada Nacional 373.
De acordo com as autoridades, o acidente ocorreu numa zona crítica de confluência com o rio Caia. Apesar de ser militar da GNR, José Canastreiro encontrava-se de folga da força de segurança, estando ao serviço dos bombeiros no momento do incidente. Informações avançadas pela SIC indicam que a vítima terá caído num buraco inundado, tendo sido encontrada já em paragem cardiorrespiratória.
Balanço Pesado
Com este óbito, eleva-se para 14 o total de vítimas mortais associadas à sucessão de tempestades que tem fustigado o território continental. Além das perdas humanas, o rasto de destruição é vasto:
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Centenas de desalojados e feridos registados em vários distritos.
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Danos materiais severos em habitações, empresas e infraestruturas públicas.
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Cortes de energia e comunicações, além do encerramento de escolas e estradas devido à queda de árvores e estruturas.
Resposta Governamental
Face à gravidade da situação e à persistência do mau tempo, o Governo decidiu prolongar a situação de calamidade até ao dia 15 de fevereiro. Esta medida abrange 68 concelhos, permitindo uma mobilização mais rápida de recursos e apoios para as zonas mais afetadas pela intempérie.
Em comunicado, a ANEPC expressou a sua “profunda gratidão” a todos os operacionais que continuam no terreno, sublinhando o “sentido de missão” daqueles que arriscam a vida para proteger os cidadãos.