Cidades mais baratas para comprar casa em Portugal em 2026
Comprar casa em Portugal continua a ser um desafio para muitas famílias, sobretudo nos grandes centros urbanos.
Lisboa, Cascais, Oeiras, Porto e várias zonas do Algarve apresentam preços muito superiores aos praticados no interior do país. No entanto, ainda existem cidades e municípios onde é possível encontrar habitação por valores significativamente mais baixos.
Em 2026, as zonas mais acessíveis continuam concentradas sobretudo no interior Norte, Centro e Alentejo.
Quais são as cidades mais baratas para comprar casa em Portugal?
Segundo dados de mercado de 2026, algumas das cidades mais acessíveis incluem Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Elvas, Bragança, Covilhã e Beja. Num levantamento baseado nos preços de fevereiro de 2026, Portalegre apresentava cerca de 989€ por m², Castelo Branco 1.018€ e Guarda 1.044€ por m².
| Cidade | Preço aproximado por m² | Casa de 80 m² |
|---|---|---|
| Portalegre | 989€ | 79.120€ |
| Castelo Branco | 1.018€ | 81.440€ |
| Guarda | 1.044€ | 83.520€ |
| Elvas | 1.066€ | 85.280€ |
| Bragança | 1.155€ | 92.400€ |
| Covilhã | 1.345€ | 107.600€ |
| Beja | 1.356€ | 108.480€ |
Os valores da tabela são estimativas baseadas no preço por metro quadrado e servem apenas para ter uma referência. O preço real de uma casa depende da localização, estado do imóvel, área e outras características.
1. Portalegre
Portalegre é uma das capitais de distrito mais acessíveis para comprar casa em Portugal.
Em fevereiro de 2026, o preço indicado era de aproximadamente 989€ por m².
Uma casa de 80 m², utilizando esse valor como referência, corresponderia a cerca de 79.120€.
Além do preço relativamente baixo, Portalegre pode ser interessante para quem procura viver numa cidade de menor dimensão, com custos habitacionais inferiores aos dos grandes centros.
2. Castelo Branco
Castelo Branco também aparece entre as cidades mais acessíveis.
O preço rondava 1.018€ por m² no levantamento de fevereiro de 2026.
Assim, uma habitação de 80 m² teria um valor indicativo de aproximadamente 81.440€.
O distrito de Castelo Branco também possui vários municípios com preços ainda mais baixos.
3. Guarda
A Guarda é outra alternativa para quem procura preços mais baixos.
Em fevereiro de 2026, o preço médio indicado para a cidade era de aproximadamente 1.044€ por m².
Uma casa de 80 m² corresponderia, numa simples simulação, a cerca de 83.520€.
A Guarda destaca-se também nos dados distritais. Em junho de 2026, o distrito apresentava um preço médio de venda de cerca de 748€ por m², segundo o Observatório Imobiliário do Doutor Finanças.
4. Elvas
Elvas, no Alentejo, também aparece entre as cidades portuguesas com preços mais acessíveis.
O valor utilizado no levantamento de fevereiro de 2026 era de aproximadamente 1.066€ por m².
Uma casa de 80 m² custaria, utilizando essa referência, cerca de 85.280€.
A localização junto à fronteira espanhola pode ser um fator interessante para determinados compradores.
5. Bragança
Bragança é uma das principais alternativas no Norte de Portugal para quem procura habitação mais barata.
O preço indicado no início de 2026 era de aproximadamente 1.155€ por m².
Uma casa de 80 m² teria um valor estimado de cerca de 92.400€.
O distrito de Bragança também está entre os mais baratos do país. Em junho de 2026, o preço médio de venda era de aproximadamente 946€ por m².
6. Covilhã
A Covilhã apresenta preços superiores aos das cidades anteriores, mas continua bastante abaixo dos valores praticados em Lisboa e em várias zonas do litoral.
No levantamento de fevereiro de 2026, o preço rondava 1.345€ por m².
Uma casa de 80 m² representaria aproximadamente 107.600€.
A cidade pode ser particularmente interessante para quem procura uma cidade universitária no interior.
7. Beja
Beja também aparece entre as cidades mais acessíveis.
O preço indicado em fevereiro de 2026 era de aproximadamente 1.356€ por m².
Uma casa de 80 m² teria um valor de referência de aproximadamente 108.480€.
Para quem pretende viver no Alentejo, Beja pode ser uma alternativa a zonas muito mais caras do litoral.
E se procurarmos os municípios mais baratos?
Aqui existe uma diferença importante.
Cidade e município/concelho não são exatamente a mesma coisa.
Quando analisamos todos os municípios portugueses, aparecem localidades ainda mais baratas do que as capitais de distrito.
Segundo uma análise do idealista com dados do segundo trimestre de 2026, os cinco municípios mais baratos eram:
- Sabugal — 468€/m²
- Penamacor — 488€/m²
- Pampilhosa da Serra — 495€/m²
- Pinhel — 521€/m²
- Mogadouro — 575€/m²
Isto significa que uma casa de 100 m² anunciada ao preço mediano de 468€/m² no Sabugal corresponderia a aproximadamente 46.800€, antes de impostos, obras e outros custos.
Naturalmente, encontrar um imóvel exatamente nesse preço depende da oferta disponível e das características da propriedade.
Outras localidades com preços muito baixos
O levantamento do segundo trimestre de 2026 identificou ainda municípios onde os preços anunciados estavam abaixo de 650€ por m².
Entre eles estavam:
- Melgaço — 576€/m²
- Mação — 595€/m²
- Nisa — 603€/m²
- Gouveia — 605€/m²
- Góis — 619€/m²
- Celorico da Beira — 626€/m²
Também surgiam Oleiros, Idanha-a-Nova, Castanheira de Pêra, Belmonte, Pedrógão Grande, Vila Pouca de Aguiar e Proença-a-Nova entre os municípios mais acessíveis.
Quanto custa uma casa de 100 m²?
Uma forma simples de comparar localidades é multiplicar o preço por metro quadrado pela área do imóvel.
Por exemplo:
Sabugal
468€ × 100 m² = 46.800€
Penamacor
488€ × 100 m² = 48.800€
Pampilhosa da Serra
495€ × 100 m² = 49.500€
Pinhel
521€ × 100 m² = 52.100€
Mogadouro
575€ × 100 m² = 57.500€
Estes cálculos são apenas uma referência matemática baseada nos preços medianos anunciados. Não significam que todas as casas de 100 m² nessas localidades possam ser compradas por esses valores.
Porque é que estas casas são tão mais baratas?
A diferença de preços entre o litoral e o interior está relacionada com vários fatores.
Entre eles estão:
- Menor procura;
- Menor densidade populacional;
- Menor pressão imobiliária;
- Menor oferta de emprego altamente concentrado;
- Distância dos grandes centros urbanos;
- Menor procura turística em determinadas localidades.
Por outro lado, Lisboa, Cascais e várias zonas do Algarve possuem uma procura muito elevada.
No segundo trimestre de 2026, Lisboa apresentava um preço mediano anunciado de 6.107€ por m², enquanto Cascais chegava a 5.694€/m² e Oeiras a 4.689€/m².
Comprar barato significa necessariamente fazer um bom negócio?
Não.
Este é um ponto fundamental.
Uma casa barata pode precisar de dezenas de milhares de euros em obras.
Antes de comprar, verifique:
- Estado do telhado;
- Instalação elétrica;
- Canalização;
- Humidade;
- Estrutura do imóvel;
- Janelas;
- Isolamento;
- Certificação energética;
- Situação legal;
- Impostos;
- Custos de condomínio, quando aplicável.
Uma casa de 50.000€ que precise de 40.000€ em obras pode acabar por custar muito mais do que uma casa de 80.000€ pronta a habitar.
E para investir em imobiliário?
Se o objetivo for comprar para arrendar, não olhe apenas para o preço da casa.
É necessário analisar também a procura por arrendamento.
Uma casa barata numa zona com pouca procura pode proporcionar uma rentabilidade inferior à esperada ou ficar desocupada durante períodos prolongados.
Antes de investir, analise:
Preço de compra + obras + impostos + financiamento + manutenção + renda potencial + períodos sem inquilino.
Só depois será possível calcular uma rentabilidade aproximada.
As cidades mais baratas são melhores para viver?
Também não existe uma resposta universal.
Uma cidade barata pode ser excelente para uma pessoa e inadequada para outra.
Antes de comprar, considere:
- Emprego;
- Transportes;
- Hospitais;
- Escolas;
- Universidades;
- Comércio;
- Segurança;
- Distância da família;
- Qualidade de vida;
- Possibilidade de valorização do imóvel.
Comprar uma casa barata e depois descobrir que precisa de viajar centenas de quilómetros todos os dias para trabalhar pode acabar por eliminar parte da vantagem financeira.
Conclusão
Em 2026, ainda é possível encontrar casas muito mais acessíveis no interior de Portugal do que nos grandes centros urbanos.
Entre as cidades mais baratas destacam-se Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Elvas, Bragança, Covilhã e Beja, com preços indicativos abaixo dos praticados em Lisboa e Porto.
Se ampliarmos a análise para todos os municípios, os preços podem ser ainda mais baixos. Sabugal, Penamacor e Pampilhosa da Serra estavam entre os municípios mais baratos no segundo trimestre de 2026.
No entanto, preço baixo não deve ser o único critério.
Antes de comprar, compare o preço do imóvel com os custos de obras, impostos, financiamento, transportes e qualidade de vida.
A casa mais barata nem sempre é a melhor compra. A melhor compra é aquela cujo preço faz sentido para a sua situação financeira e para o local onde pretende viver.
Este artigo tem caráter exclusivamente informativo. Os preços imobiliários variam ao longo do tempo e podem ser significativamente diferentes entre imóveis da mesma cidade ou município. Antes de comprar, confirme os preços atuais e todos os custos associados à operação.
